A Arma de Espionagem Digital Mais Avançada Já Criada
O Pegasus é um software espião (spyware) desenvolvido e comercializado pela empresa israelense NSO Group Technologies. Criado originalmente com a justificativa de combater o crime organizado e o terrorismo, o Pegasus tornou-se a arma de vigilância digital mais poderosa e perigosa de que se tem notícia — e provaîdas irrefutáveis mostram que foi amplamente utilizado contra jornalistas, ativistas de direitos humanos, oposicionistas políticos e até chefes de Estado.
Ao contrário de malwares comuns que exigem que a vítima clique em um link suspeito, o Pegasus utiliza o que a comunidade de segurança chama de exploits zero-click: a invasão ocorre de forma completamente silenciosa, sem nenhuma interação da vítima. Basta o telefone estar ligado e conectado à rede. Nenhum antivírus do mercado detecta sua presença. Nenhum firewall o bloqueia. [1][2]
O Google Project Zero classificou o exploit FORCEDENTRY do Pegasus como “a arma contra a qual não existe defesa”. A equipe de pesquisa escreveu: “Excetuando não usar um dispositivo, não há como prevenir a exploração por um exploit zero-click.” [3]
O que o Pegasus Pode Fazer no Seu Celular
Uma vez instalado — em segundos, sem rastro — o Pegasus oferece ao operador controle total sobre o dispositivo:
Interceptação em tempo real: Ligações de voz, VoIP, chamadas criptografadas via Signal, WhatsApp, Telegram e FaceTime são todas interceptadas, pois o Pegasus age antes da criptografia, no próprio microfone.
Extração de dados: Contatos, senhas armazenadas, arquivos, fotos, histórico de navegação, dados bancários, chaves privadas de wallets de criptomoedas que passem pela memória do dispositivo.
Vigilância ambiental: Ativação remota de microfone e câmera sem qualquer indicação visual ao usuário.
Rastreamento de localização: GPS em tempo real e histórico de movimentações.
Em maio de 2025, um tribunal federal dos EUA condenou o NSO Group a pagar US$ 167 milhões em indenização ao WhatsApp por explorar a plataforma para injetar o Pegasus em aproximadamente 1.400 celulares de usuários, incluindo jornalistas e ativistas. [4]